| | Na época do Império no Brasil (1822-1889), grandes fazendas de café floresceram no altiplano serrano, onde mais tarde nasceria Venda Nova do Imigrante. Contudo, com a abolição da escravatura, essas fazendas caíram em abandono até que surgissem os colonos... imigrantes italianos, originários da Região do Vêneto (na Itália). Buscando terras férteis para agricultura e um clima com temperaturas mais amenas, cerca de 18 a 20 famílias imigraram para região, entre elas: Perim, Caliman, Zandonadi, Altoé, Venturim, Falcheto, Brioschi, Sossai, Carnielli, Cola, Minetti, Lorenzoni, Delpupo, Tonolli, Ambrozim, Scabello, Mazzoco, Fioreze, e Mascarello. No começo do século XX, estes imigrantes logo iniciaram o plantio de café e outras culturas, como milho, feijão e mandioca. Já na década de 60, o comércio se expandiu após a abertura de estradas, principalmente a BR-262 ligando Vitória a Belo Horizonte. A agricultura também se expandiu com a produção de hortifrutigranjeiros e uma pecuária ascendente. Com a emancipação política, em 1988, outra modalidade econômica começa a ser explorada: o Turismo. Venda Nova se destaca como pioneira no Agroturismo, com várias propriedades rurais abertas aos turistas oferecendo uma enorme variedade de produtos típicos artesanais como queijos, embutidos, lingüiças, massas, doces, geléias, licores, biscoitos além da tradicionalíssima polenta. Venda Nova é hoje um pedacinho da Itália enraizado entre as serras capixabas. Nesta cidade é possível vivenciar um pouco dos hábitos de “nonnos e nonnas” e de todo este povo acolhedor muito chegado aos festejos e cantigas regadas ao bom vinho e acompanhadas de deliciosos petiscos.
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